O uso de inteligência artificial nos times de tecnologia no Brasil avançou de forma expressiva ao longo de 2025. Segundo o Leading Tech Report 2026 — estudo conduzido com 143 líderes das áreas de Produto, Engenharia e Inovação —, 82,6% das empresas ampliaram o uso de ferramentas de IA no último ano.
No entanto, apenas 31,5% atingiram um nível elevado de maturidade na aplicação da tecnologia. O dado revela um descompasso relevante: adotar IA não é o mesmo que transformar operações com ela.
Na prática, a IA tem gerado ganhos reais de eficiência — tarefas que levavam horas passaram a ser realizadas em minutos, liberando profissionais para funções mais estratégicas. Mas esses ganhos ainda são, em grande parte, individuais e pontuais. Quando se observa o impacto nos resultados corporativos mais amplos — receita, eficiência sistêmica, vantagem competitiva — o avanço ainda é limitado.
O principal obstáculo não é tecnológico. É organizacional. Muitas empresas utilizam IA de forma isolada, sem integração com processos críticos ou com a estratégia de negócio. Faltam capacitação de equipes, clareza sobre retorno e, sobretudo, governança para escalar o que funciona.
As organizações que já extraem valor real da IA compartilham uma característica em comum: tratam a tecnologia como parte da estratégia, não como experimento.
*Este artigo foi escrito por Alessandra Montini, Diretora da FIA Business School – Labdata. Para conferir a análise completa, acesse a publicação original no Tele.síntese.