A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de inovação para o setor financeiro. Hoje, ela também é a principal arma nas mãos de criminosos digitais.
Ataques que antes exigiam dias de planejamento agora são executados em minutos. Deepfakes imitam vozes de executivos, malwares adaptativos dribalam antivírus tradicionais e phishing automatizado engana até funcionários treinados. O alvo preferido dessa nova geração de ameaças? Os bancos, que concentram dados sensíveis, movimentações em tempo real e operações críticas para a economia.
No Brasil, o crescimento do Pix e do Open Finance ampliou ainda mais a superfície de exposição. E o cenário global não é diferente: relatórios da CrowdStrike e da Check Point apontam aumento expressivo de incidentes contra instituições financeiras, com invasores se movendo lateralmente dentro de redes corporativas em menos de 30 minutos.
Em resposta, os bancos aceleraram investimentos em IA defensiva, biometria com detecção de prova de vida, monitoramento contínuo em nuvem e centros de operações de segurança funcionando 24 horas por dia. A lógica é clara: combater IA com IA.
Mas até onde essas defesas são suficientes? E o que os especialistas apontam como próximos passos para proteger dados, operações e a confiança dos clientes?
O tema foi aprofundado em análise publicada no Olhar Digital. O artigo traz uma visão técnica e estratégica sobre como o setor financeiro está enfrentando essa corrida tecnológica, leitura essencial para quem atua com dados, segurança e tecnologia.
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*Este artigo foi escrito por Alessandra Montini, Diretora da FIA Business School – Labdata.